quarta-feira, 4 de setembro de 2013

É tudo uma questão de "empatia"

E de repente o egoísmo das pessoas me saturou! A insensibilidade das pessoas próximas em relação ao nosso sentimento, não respeitar as regras, furar filas, a maldade em todo o mundo... Como podem as pessoas ser tão egoístas? Como podem deixar de se preocupar com o próximo? Como pode alguém roubar uma criança, sabe-se lá com qual finalidade? Não sei essas respostas. Porém, de repente, todas essas perguntas, e algumas outras, começaram a zunir em meus ouvidos, como um tapa na cara e, assim, enxergar tudo isso.
Como pude eu tantas vezes ser tão egoísta a ponto de não me compadecer com isso? Como pude ouvir uma mulher apanhando e não fazer nada para ajudar? Como pude eu esquecer que não existe apenas EU? Atitudes do cotidiano retratam coisas boas e coisas más... Todavia, só reparamos na maldade alheia e nos nossos bem feitos, como se isso nos redimisse de toda e qualquer atitude que tomamos pensando apenas em nós mesmos.

O mundo é o reflexo do que somos. Pelo o que acontece, parece que não somos boas pessoas. Entendo porque nunca me questionei sobre essas coisas, visto que, além de a verdade doer, é um fardo muito pesado para se carregar sozinha.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

constantemente inconstante

Assim eu sigo
Sabendo o que quero
Mas sem saber por onde ir
Querendo tudo 
Mas sem saber por onde começar

Nesse instante eu quero isso
No próximo minuto vazio.
Constantemente inconstante
Sabendo sem saber como.

Ora razão, ora emoção
O coração pede
A mente aquieta.
A A mente incontrolável
Com o coração transbordando.

Será o contrário?
Querer, poder
Fazer e acontecer...
BLAH!

Muito simples pensar
Difícil é decidir
Eu fico ou eu vou?
Eu quero ou não quero?
Sei ou não sei?
Cala a boca e deixa acontecer.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Sem controle




Quando tudo começou foi lindo, mágico, devastador e intenso. Tenho certeza que isso a assustou, pois todos nós nos assustamos com nossos próprios sentimentos. Acontece que ela deixou-se dominar pelo medo, afastando quem já a amava, em tão pouco tempo, mas um amor puro e verdadeiro. Aqueles amores que nós pensamos nunca encontrar, mas que quando o encontramos o afastamos por medo dele.
Seguiram por um tempo com isso, visto que ela iria embora e, talvez quando voltasse, quem a amava não estaria mais a esperando. Então curtiram os bons momentos, riram, dançaram, correram e brincaram. Deixaram aparecer a criança escondida em cada ser. Tudo isso por um sentimento. Mas, da parte dela, achava melhor manter uma certa distância. A gente nunca sabe quando a dor pode nos devastar. Engraçado que nos devasta mesmo tomando todo os cuidados.
O amor reprimido floresceu quando ela chegou à um lugar longe de todos que a amavam, o amor que ela sentia por quem ela quis manter uma distância segura para não sofrer novamente. Mas o que não sabia ela, era que o medo do amor machuca muito mais que o amor em si. Nunca ouvi ninguém se lamentando por ter sido amado, por mais que este traga algumas dores, o medo do amor, independente da parte de quem, é que realmente machuca. Feriu sua alma com uma certa amargura da humanidade, por conta daqueles que a fizeram sofrer.
Mesmo com o amor a flor da pele, a distância estabelecida agora se concretizava em quilômetros, não conseguia se entregar com totalidade. Tinha dias que estava disposta a amar e ser amada, mas tinha dias que tinha medo desse sentimento tão tumultuoso que a tirava da razão, que nos tira dela. Esse receio trouxe dor, não só para ela, mas também para quem a amava. O pior de se esperar alguém, é a incerteza de saber se se está esperando em vão. As incertezas nos fazem tomar decisões precipitas e muitas vezes inconsequentes, foi isso o que quem sempre a amou fez: precipitou-se e a magoou. Mas o que não sabia é que a magoando magoaria-se profundamente também. Porém, é que sem perceber, isso foi o tudo ou nada. Ela resolveu receber o amor, mas com muito mais medo dele. Então se magoava e magoava quem a amava muito mais. Acontece que a mágoa é exaustiva.  Ninguém a suporta por muito tempo. Mesmo com todo o amor do mundo.
Continuaram se amando, se odiando, se magoando e se apoiando pelo celular. Ah! A tecnologia! Cada qual em seu canto sem saber realmente o que seu amor passava, acabava por tirar conclusões, muitas vezes errôneas, e magoar-se. Muitos momentos bons, muitas promessas, muitas juras de amor. Mas o medo, sempre sorrateiro, rondando esse sentimento que sentiam.
O tempo passa, e como é de se esperar de um amor que nunca se vê, a solidão o acompanhou, acompanhada da solidão, veio a carência, acompanhada da carência, as incertezas, acompanhada das incertezas, vieram as brigas, acompanhada das brigas, muito mais dor do que qualquer ser humano, que ama, pode aguentar. Quem sempre a amou, começou a questionar-se o porquê de tudo aquilo. Por que se magoar tanto. Por que brigar tanto. Por que continuar com algo que não se tem certeza no que vai dar.
Amor e ódio, vida e morte, confiança e ciúme, palavras doces e amargas, certeza e realidade...
Tudo isso em dois seres. Dois seres que abdicaram de tudo em nome de um amor que não se toca. Trocaram noitadas por conversas ao telefone, cinema por uma imagem no computador, um amigo por mensagens no celular,  tranquilidade da vida pacata por um amor louco e incerto. Para que no final das contas descobrissem que o que tinham era uma relação incomum... com seus próprios celulares.

domingo, 21 de abril de 2013

porque meu coração sangra




Não gosto de errar
Não porque não gosto de estar errada
Mas porque não gosto de sofrer
As consequências dos meus erros.
Não gosto de falar sobre meus erros
Não porque eu sou orgulhosa demais
Mas porque meu coração sangra.
Sangra por eu saber o mal que causei
Sangra por motivos que eu procurei
Sangra por saber que te magoei
Sangra por saber que o seu sangra muito mais
E sangra, principalmente, por saber que eu o machuquei.

Sentirei falta



Sentirei falta do olhar profundo e nunca vazio
Que através dele pude captar segredos.
Sentirei falta daquele toque repentino
Que me tira o chão e me faz sorrir.
Sentirei falta do gosto do beijo
Que a cada segundo deste
Equivale a uma eternidade no paraíso.
Sentirei falta do toque que acolhe
E que me tira de mim mesma.
Sentirei falta do cheiro inebriante
Que entorpece meus sentidos
E me tira toda a razão.
Sentirei falta das frases soltas
Que me completam,
Sentirei falta até mesmo daquelas
Em que me perco.
Sentirei falta do sorriso radiante
Que acalenta meu ser.
Sentirei falta das brincadeiras
Que ao mesmo tempo em que me faz menina
Também uma mulher querida.
Sentirei falta da pessoa que sou
Quando estou com você,
Sentirei falta da pessoa que é
Quando está comigo.
Sentirei falta do abraço
Que me tira da realidade
E me leva a lugares onde tudo é bom,
Onde só existe você e eu.
Enfim, sentirei falta de você.
Pois se é dessa maneira que posso te ter
Quero sentir tua falta
Até que a saudade me sufoque.

Paz com dor


Na miséria vivida

Desgraça nunca é demais

A dor de uma perda

Que incendeia a alma

Transformando a vida

Em lágrimas de dor

A tristeza da perda

De quem fica

E a liberdade da angústia

De quem vai

Deixando a carne sofrida

Para a paz almejada

É um pesar não perceber

Que a morte nos braços

É outra forma de viver

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A Verdade

"Mais vale uma dura verdade do que uma doce mentira" (Sabedoria Popular)


Por todos os lados, com todas as pessoas que converso, o que todos procuram é a verdade. Isso era para ser algo tão natural e simples de encontrar, mas percebo que as pessoas têm grandes problemas com ela. Seja para falar ou para ouvir.
Esses tempos percebi que tinha grande dificuldade em aceitar a tão almejada verdade, nunca aceitando o que as pessoas me falavam por acreditar que eu era dona da razão. Porém pude perceber que era eu a mais prejudicada nessa história, por não estar aberta ao pensamento das outras pessoas. Por estar conseguindo reverter essa situação, hoje me sinto um ser humano muito melhor, e quem sabe até mais evoluído.
Nem sempre a aceito de primeira, às vezes reluto muito para aceitá-la, mas depois que consigo enxergá-la me sinto muito melhor comigo mesma.
Baseada nos benefícios que esta me traz, juntamente com minha personalidade, sempre procuro expor aquilo que realmente acredito. Então foi nesse ponto que pude perceber que as pessoas não estão prontas para a verdade e, muitas vezes, preferem nem saber. Se afundam em seus mundos ilusórios acreditando naquilo que mais as convém. A isso eu chamo HIPOCRISIA.
Acontece que não quero ser hipócrita fantasiando verdades para me enganar e agradar as pessoas, principalmente as quais eu sou mais próxima, afinal, o que eu não quero para mim eu não faço para o outro, além de que, se eu não posso ser verdadeira com as pessoas que tenho mais afinidade, se não posso expor o que realmente penso para estas, logo posso concluir que estou sozinha.
Esses dias li em um blog que somos aquilo o que queremos ser. Todos os caminhos estão me levando à hipocrisia. Realmente é muito mais fácil, mais acessível e, de maneira errônea, recompensador. Mas não é isso o que quero para mim.
Se for para fazer as pessoas se sentirem bem e manter o carinho delas através de palavras e atitudes hipócritas, prefiro não ter ninguém sendo verdadeira.